Foto: Reprodução

Trump diz que convidou Lula para “Conselho da Paz” em Gaza: “Eu gosto dele”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (20), em entrevista coletiva na Casa Branca, que convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar um novo órgão internacional batizado de “Conselho da Paz”, voltado à supervisão da Faixa de Gaza e à reconstrução da região após a escalada militar que devastou áreas do território.

Ao falar sobre o convite, Trump fez um comentário direto e pessoal sobre o brasileiro: “Eu gosto dele”, disse, sem detalhar se houve resposta de Lula ou quais seriam os termos formais de participação. Procurado, o Itamaraty não confirmou até o momento se o presidente brasileiro pretende aceitar a proposta.

Segundo a Casa Branca, a iniciativa foi idealizada por Trump com o argumento de estabelecer um mecanismo de coordenação internacional para o pós-conflito em Gaza. O plano prevê que o conselho atue para promover estabilidade, reorganizar estruturas de governança consideradas “legítimas e confiáveis” e estimular um ambiente de paz duradoura em áreas ameaçadas por conflitos.

Além de Lula, também teriam sido convidados líderes de outros países, como Javier Milei (Argentina), Keir Starmer (Reino Unido), Recep Tayyip Erdogan (Turquia), Abdel Fattah el-Sisi (Egito) e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, de acordo com informações divulgadas junto ao anúncio.

Nos bastidores, o gesto é interpretado como um aceno diplomático em um contexto de tensão comercial e política entre Washington e Brasília. Em 2025, o governo Trump adotou tarifas sobre produtos brasileiros, medida que foi vista como um ponto de atrito na relação bilateral. O convite ao conselho, na leitura de interlocutores, poderia sinalizar tentativa de reaproximação — ainda que a adesão de Lula dependa de avaliação do governo brasileiro e dos impactos diplomáticos da iniciativa.

Até agora, não há confirmação oficial de data para instalação do órgão, nem detalhes sobre funcionamento, regras de decisão ou responsabilidades práticas dos países convidados.

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