A empresária e ex-vereadora do Rio Verônica Costa, conhecida como Mãe Loira do Funk, foi presa na noite de quinta-feira (24), em uma casa no Vale das Videiras, em Araras, distrito de Petrópolis, na Região Serrana. Condenada a dez anos e oito meses de prisão em regime fechado pela tortura do então marido, Márcio Costa, em 2011, ela teve a prisão determinada após o esgotamento das possibilidades de recurso.
O mandado foi expedido pela 16ª Vara Criminal do Rio. Antes de localizá-la na Serra, policiais estiveram em seu endereço no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste da capital, mas não a encontraram. As buscas prosseguiram até a identificação do imóvel onde estava.
Segundo a investigação da Polícia Civil, Márcio foi amarrado no banheiro da residência do casal por familiares de Verônica, que teriam agido sob suas ordens. Em relato prestado à época, ele afirmou ter sido imobilizado pelos pulsos e pelos pés, com a cabeça e os olhos cobertos, e submetido a agressões durante aproximadamente 20 horas.
Márcio também relatou queimaduras provocadas depois que os agressores despejaram sobre seu corpo uma substância que ele acreditava ser gasolina ou querosene.
Dois irmãos de Verônica, Bruno Chaves Ribeiro e Tatiane Chaves Ribeiro, também foram presos na Região Serrana. Outros dois condenados pelo mesmo crime, o marido de Tatiane, Sérgio Sebastião de Oliveira Evangelista, e o padrasto da ex-vereadora, Carlos de Souza, permaneciam foragidos. Os quatro receberam penas superiores a dez anos em regime fechado.
A condenação de Verônica havia sido fixada em cinco anos e oito meses na primeira instância, em 2019. Após recurso do Ministério Público, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça aumentou a pena em decisão unânime divulgada em 2023.
Verônica, que exerceu cinco mandatos na Câmara Municipal do Rio entre 2001 e 2024, sempre negou ter torturado o ex-marido. Em agosto, a defesa de Márcio Costa já havia solicitado sua prisão. Os advogados dos acusados não foram localizados para comentar a detenção.

