A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou na madrugada deste sábado que o governo não sabe onde estão o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores. Em declaração divulgada em áudio pela televisão, ela pediu uma “prova de vida” do casal depois do que chamou de ataque dos Estados Unidos ao país.
A fala ocorre horas após o presidente norte-americano, Donald Trump, dizer que Maduro e a esposa teriam sido capturados e “levados para fora do país”. Até o momento, o governo venezuelano não confirmou a suposta captura, mas classificou a ação como uma grave agressão militar.
Segundo as informações divulgadas, as primeiras explosões teriam sido ouvidas em Caracas por volta das 3h (horário de Brasília). Além da capital, o governo local relatou registros de ataques nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Em comunicado oficial, autoridades venezuelanas afirmaram que as explosões atingiram áreas civis e militares. Não há, até agora, confirmação oficial sobre vítimas ou extensão dos danos.
Delcy Rodríguez declarou que os “planos de defesa da nação” permanecem ativos e voltou a usar termos duros para definir a ofensiva, elevando o tom em meio ao risco de escalada militar na região.
Analistas também apontam possíveis efeitos imediatos na economia regional, com atenção especial ao preço do petróleo, além de reflexos diplomáticos para países vizinhos. No caso do Brasil, as avaliações citam a relação comercial com a Venezuela e a importância da estabilidade na fronteira norte como fatores de preocupação.

